Grandes Aventuras : : O Caminho de Santiago


09/06/2005

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Moinhos de Consuegra e castelo Templario Dia 20 - 17:00
Por tierras del Quijote

 

En un lugar de la Mancha, de cuyio nombre no quiero acordarme…” Assim começa D. Quixote de la Mancha, genial novela de Miguel de Cervantes, que este ano faz seu quarto centenário da primeira publicação. Nessa frase, Cervantes dá a pista para que se cumpra a rota do engenhoso fidalgo, cuja loucura foi uma forma que o autor usou para mostrar a realidade de sua época e, principalmente, ironizar seu principal rival, o também famoso escritor Lope da Vega. Assim, é quase certo que Quixote e o inseparável Sancho Pança perambularam por toda a Mancha - que é uma corruptela de uma expressão árabe que significa “terra sem água”- atrás de moinhos, leões e outras aventuras em busca de sua Dulcinéia. Apsar de sua loucura evidente, Quixote era manso de atos e palavras e sempre lutou por aquilo que imaginava certo.

Ë quase certo que Alonso Quijano – este é o verdadeiro nome de Quixote – tivesse iniciado sua peregrinação em Campos de Criptana, onde teria encontrado a “terra de gigantes”, ou seja, os moinhos de vento com o qual teria lutado. É certo também a passagem por Consuegra, uma cidade que existe desde o século IV A.C. e tem um importante castelo, o Castillo de La Muella, palco de importantes batalhas há mais de 900 anos. Lá existem 11 moinhos de vento, dos treze originais e, entre eles, quatro funcionam perfeitamente (o mais famoso foi apelidado de Sancho). É possível visitar um dos moinhos, o Rúcio, sede da oficina de informações turísticas.

Também há registros do cavaleiro andante em Alcazár de San Juan (na igreja de Santa Quitéria tem uma placa que afirma que foi lá que Cervantes foi batizado), Madridejos, Tomelloso e, naturalmente, El Toboso, onde está a casa de sua amada Dulcinéia. A casa, preservada integralmente e com objetos da época, foi transformada num museu e vale a pena ser visitada.

Quixote fez das suas também em Puerto Lápice, onde se encontra La Venta Del Quixote, um espaço com 400 anos e que vende quinquilharias aos turistas. Toledo, uma das principais cidades da Ruta Del Quijote preparada pelo governo espanhol (ao todo são 10 trechos, cada um pertencente a uma parte dos capítulos do livro), tem sua parte histórica muito bem preservada e é um verdadeiro cartão postal quando vista do alto de um morro próximo

Em Oropesa, que também faz parte da rota, ficamos num Parador, que é um palácio transformado em hotel e mantido pelo goveno. O lugar – tanto o Parador quanto a cidade – ainda mantém muito das antigas construções e a vista do hotel expõe a imensa planície que é Castilla de la Mancha.

Depois desse pequeno trecho de uma andanças de Quixote, estamos em Madri para embarcarmos para o Brasil na sexta-feira. Por conta dos preparativos para a viagem (embalar a bicicleta não é fácil!), este é o último informe da viagem feito da Espanha. Teremos outros, mas produzidos no Brasil.

Obrigado pelas mensagens e até mais!


A casa de Dulcinea em El TobosoO Quijote aos pes de sua amada Dulcinea

Admirando solitario as planices de LamanchaMoinhos de campo de criptana


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